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18 ABR. 2018

Tempos Sombrios

                   

Por Erlon José Paschoal*

O momento histórico atual exige posições firmes e claras, pois vivemos novamente em tempos sombrios no Brasil, depois de uma tentativa frustrada de construir uma democracia sólida e participativa, atropelada bruscamente por um golpe baixo e sujo. E com o golpe vieram à tona preconceitos e atitudes ultrajantes de nosso passado escravocrata, jogando o país em um estágio civilizatório anterior, escancarando a podridão oculta na vida brasileira e enaltecendo atitudes infames, desrespeitosas, agressivas e cínicas. As quadrilhas de bandidos golpistas assumidos impuseram mudanças que deterioram as relações trabalhistas, desmontam a economia e infectam de morte a Previdência, a espinha dorsal da justiça social. Com o golpe criminoso, associado ao incitamento ao ódio e à violência executado pela mídia manipuladora e mau caráter, a vida pública brasileira virou um vale-tudo, uma “suruba” geral, como afirmou o Caju, e contaminou e contamina as relações sociais. Um retrocesso ético, político e econômico com consequências inimagináveis para as futuras gerações.

O caos, a desordem e o desmanche dos direitos sociais podem levar a conflitos ainda mais sangrentos. Ao mesmo tempo, capatazes e algozes togados medíocres, vigaristas, fraudulentos e mesquinhos ganharam notoriedade, por perseguirem de maneira criminosa e insana um estadista respeitado em todo o mundo e toda a oposição. Pariram assim uma nova ditadura jurídico-midiática comandada por quadrilhas da pior espécie. Enquanto isso o desmanche dos direitos sociais, da democracia, do Estado de Direito e dos investimentos públicos continua a todo vapor!

    Para Jessé Souza em sua obra A Elite do Atraso “o golpe trouxe à classe média protofascista o mundo onde pode expressar legitimamente seu ódio e seu ressentimento. O ódio às classes populares é agora aberto e dito com orgulho, como expressão de ousadia ou sinceridade. (....) O mal e o bem estão claramente definidos e o bem se confunde com a sua própria personalidade. Mais ainda. Como nunca aprendeu a se criticar, o protofascista tem uma sensibilidade à flor da pele e qualquer crítica aciona uma reação potencialmente violenta. (....) Essa banalidade do mal não existia antes entre nós. Ela foi criação midiática, ainda que ninguém na Rede Globo ou nas outras mídias, agora, queira assumir a responsabilidade pelo que fez.”

 Neste regime de exceção pós-golpe, verdadeiros algozes e capitães do mato sem qualquer respeito às leis mais elementares querem silenciar a voz do maior líder político vivo da América Latina e cidadão do mundo. Um crime contra a História e contra o povo brasileiro que se tornou motivo de indignação mundial. Creio que  ninguém imaginou que este golpe fosse tão longe, o que só pode ser explicado pela atuação de agentes estrangeiros treinando mão de obra local para agirem em prol de seus interesses políticos e econômicos, uma vez que as ações, os truques e as técnicas são muito bem tramadas e executadas, por mais cínicas, torpes e abusivas que sejam.  Surpreende também não se erguerem milhares de vozes de pessoas influentes na sociedade, independentemente de suas ideologias, contra estas atrocidades antidemocráticas e antinacionalistas. De onde vieram estas pessoas torpes, desonestas e sem quaisquer valores éticos e morais, verdadeiros canalhas que tomaram o país de assalto em todas as esferas de poder? Estavam todos aqui e ninguém havia percebido a extensão e possibilidade destes males? Afinal que fim levaram nossos sonhos de um país soberano, igualitário, justo e democrático?

De qualquer modo, a vida e a luta continuam em prol de uma sociedade mais justa, mais civilizada e mais pacífica. Vamos em frente sempre!

*Gestor cultural, Diretor de Teatro, escritor e tradutor de alemão.


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COMENTÁRIOS

  • Postado por: Fábio Arruda e Silva
    19 ABR. 2018 às 19:47

    Apenas reproduzo parte do texto, excelente por sinal. \"Com o golpe criminoso, associado ao incitamento ao ódio e à violência executado pela mídia manipuladora e mau caráter, a vida pública brasileira virou um vale-tudo, uma “suruba” geral, como afirmou o Caju, e contaminou e contamina as relações sociais. Um retrocesso ético, político e econômico com consequências inimagináveis para as futuras gerações.\"
  • Postado por: Eduardo Selga
    19 ABR. 2018 às 13:50

    Erlon, um belo texto. Nele você pergunta \"de onde vierem estas pessoas torpes [...]?\". Acredito que o problema é que elas não foram combatidas em sua gênese, a mesma que permitiu o golpe de 1964. Isso poderia ter vido feito pela educação. Quando o movimento democrático venceu a luta política, optou-se por colocar panos quentes nos crimes da ditadura, em manter a mesma estrutura autoritária das polícias militares. E, principalmente, a estrutura social de pensamento escravagista permaneceu intocada numa democratização que se limitou aos aspectos formais. Uma próxima redemocratização, se houver, terá de encarar esses erros, o que significa não cair no conto do vigário chamado conciliação de classes, nos termos da elite.
  • Postado por: Eliézer de Albuquerque Tavares
    19 ABR. 2018 às 07:00

    Erlon, Perfeito, o que nos resta esta contido aqui: Já faz tempo que escolhi A luz que me abriu os olhos para a dor dos deserdados e os feridos de injustiça, não me permite fechá-los nunca mais, enquanto viva. Mesmo que de asco ou fadiga me disponha a não ver mais, ainda que o medo costure os meus olhos, já não posso deixar de ver: a verdade me tocou, com sua lâmina de amor, o centro do ser. Não se trata de escolher entre cegueira e traição. Mas entre ver e fazer de conta que nada vi ou dizer da dor que vejo para ajudá-la a ter fim, já faz tempo que escolhi. Thiago de Mello

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